quinta-feira, 31 de março de 2016

Ponto de ônibus inteligente

Viibus é como se chama este projeto, um dos ganhadores do Desafio Cisco de Inovação Urbana. O primeiro protótipo será instalado no Porto Maravilha, no RJ
Ponto de Ônibus Inteligente para Deficientes
Ponto de ônibus inteligente, para deficientes visuais
créditos: Reprodução

No seu trabalho de conclusão de curso de engenharia elétrica, Douglas Toledo projetou um ponto de ônibus acessível para que deficientes visuais possam utilizar o transporte público com mais autonomia e, ao mesmo tempo, comunique a sua presença aos motoristas e às pessoas que também estão ali esperando. Chamado de Viibus, ele foi um dos ganhadores do Desafio Cisco de Inovação Urbana e terá seu primeiro protótipo instalado no Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

Ponto acessível
Douglas estudava em na PUC Campinas (SP) e morava em Itatiba, uma cidade vizinha, e fazia o seu trajeto diário até a universidade de ônibus. No mesmo ponto onde esperava sua linha, ele frequentemente encontrava uma senhora deficiente visual. Observando os problemas que ela enfrentava para saber da aproximação do veículo (e se era o veículo certo) e da dificuldade de seu embarque, ele percebeu como havia uma necessidade não atendida de um sistema inteligente que auxiliasse o deficiente visual que precisa usar  transporte público.

A ideia foi adiante com o nome de Viibus (sigla para “Visually Impaired Intelligente Bus Stop”, ou “Ponto de Ônibus Inteligente para Deficientes Visuais”). Douglas conversou com Leonardo Campos e Adair Silva, dois deficientes visuais do Centro Interdisciplinar de Atenção à Pessoa com Deficiência da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, para saber quais são suas necessidades. A partir daí surgiu um sistema que integra ponto de ônibus, passageiro e veículo. O usuário é informado pelo ponto que se aproxima um coletivo da linha que ele precisa, enquanto o motorista do ônibus é comunicado que há um passageiro com deficiência visual esperando.

No ponto é instalado um painel de seleção das linhas em braille, um modelo que foi testado por Campos e Silva, da PUC-Campinas. Além disso, é colocada uma base fixa de comunicação sem fio que detecta a aproximação do ônibus em um determinado raio de distância, que pode ser ajustado de acordo com a velocidade permitida na via.  Uma vez que o ônibus chega até o ponto, o deficiente recebe uma notificação sonora para que possa fazer o embarque.

Durante o processo, os demais usuários que esperam no ponto também são informados da presença do deficiente visual por meio de um monitor e de sinalização visual. O objetivo disso é fazer que o sistema não substitua a necessidade interação entre as pessoas.


O equipamento se comunica na mesma frequência usada pelos celulares com um sistema similar que fica dentro do ônibus da linha escolhida no painel. Douglas procurou fazer um modelo que não dependesse da conexão com a internet, pois isso limita as áreas onde o Viibus poderia ser instalado. Mas ele também não descarta totalmente a possibilidade de conectar o equipamento com a rede.

O projeto se transformou no trabalho de conclusão de curso de Douglas na faculdade de engenharia elétrica. Depois, o Viibus acabou como um dos cinco vencedores do Desafio Cisco de Inovação Urbana, que buscava soluções para serem implementadas no Porto Maravilha, uma das áreas mais importantes do projeto olímpico do Rio de Janeiro.

Como o projeto depende da fabricação do equipamento para tornar os pontos de ônibus mais acessíveis, ele está em busca de investidores para poder produzir e instalar a tecnologia em outros lugares além do Porto Maravilha. Sua intenção é esperar o protótipo ser instalado para entrar em contato com as prefeituras, começando por Curitiba, Campinas e Sorocaba.

Douglas diz que quer "apresentar para as prefeituras para que elas incentivem as empresas concessionárias do transporte público a adotarem o Viibus. Não tem uma lei que determine que pelo menos uma parcela dos pontos de ônibus sejam acessíveis para deficientes visuais, então estou buscando integrar outras soluções que conversem com o mesmo equipamento do projeto para oferecer isso para as cidades".

No próximo dia 15, Douglas embarca para o Rio de Janeiro onde começará o processo de produção e instalação do primeiro protótipo que deve começar a operar até o fim de março. Ele passará os próximos cinco meses levantando recursos e estudando o número de linhas e de veículos que serão integrados ao protótipo. Uma das parcerias previstas para o Viibus é com o selo para comércio acessível Livrit, um projeto para mapear os estabelecimentos preparados para receber as pessoas com deficiência que também foi vencedor do Desafio Cisco.

FonteOutra Cidade  |  Autor: Camila Montagner  

Mobilidade dos idosos


Envelhecimento da população é um fato que vem ocorrendo sem que a sociedade enfrente o assunto devidamente: faltam educação, ruas e calçadas adequadas e mais acessos

Cidades despreparadas para a mobilidade dos idosos
Cidades despreparadas para a mobilidade dos idosos

créditos: Ollirg/Shutterstock.com












A população envelhece em ritmo acelerado. Hoje já são 901 milhões de pessoas acima dos 60 anos, o que soma 12% da população mundial, de acordo com relatório global da HelpAge International. Com os avanços da medicina, a maior adesão às atividades físicas e a preocupação com hábitos mais saudáveis, a expectativa de vida também aumentou, sendo que, em 2050, um em cada quatro brasileiros terá mais de 65 anos - e a média de vida do brasileiro será de 81,29 anos.

Com o aumento da população idosa brasileira, surgem também preocupações que envolvem a mobilidade dos mais velhos, já que cresce também a demanda por estruturas adaptadas para este público. O diretor e especialista em trânsito da Perkons, Luiz Gustavo Campos, destaca que no Brasil 30% das vítimas de atropelamentos são idosos. 

Para ele um dos grandes problemas das cidades são os acessos precários, com calçadas esburacadas, falta de iluminação e a falta de respeito de parte da população com os idosos. “Para que haja mudança é preciso conscientizar e educar a população com mais ação dos órgãos públicos e um tratamento inclusivo do idoso”, afirma.

Perda da mobilidade
O médico geriatra e professor da USP, Paulo Camiz, comenta que, com cidades despreparadas para a mobilidade dos idosos e o trânsito caótico, além dos atropelamentos, é preciso cuidado redobrado para evitar quedas. É estimado que a cada três indivíduos com mais de 65 anos, pelo menos um já sofreu alguma queda. “Todos caem, porém, jovens se levantam. O idoso cai e, dependendo do resultado da queda, fica impossibilitado de se levantar”, comenta o especialista.

Ele lembra ainda que mesmo aqueles que conseguem erguer-se novamente, podem ficar com trauma psicológico. “É normal ficar com medo de cair novamente. Isso faz com que o idoso opte por andar menos, e, com isso, aumente o seu isolamento. Além disso, a imobilidade faz com que a musculatura comece a ser perdida, proporcionando uma marcha cada vez mais instável e maior chance de cair”, complementa.

Mudança cultural 
A arquiteta urbanista e professora na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Andréa H. Pfützenreuter comenta que, além das rampas e vagas especiais, as cidades precisam facilitar o deslocamento para os idosos, priorizando sua caminhabilidade.

“Precisamos pensar em uma cidade que nos acolha ao envelhecer. Do que valem as adaptações se os idosos não são bem recebidos ou tem dificuldade em alcançar o local? O trajeto passa a ser um martírio e uma dificuldade”, explica ela, que ressalta que não se trata apenas de aspectos físicos, mas também culturais de inclusão.

Ao andar a pé, são inúmeras as situações que podem prejudicar o trajeto de um idoso. “A falta de infraestrutura e manutenção das vias favorecem quedas, torções, a visão focada para baixo para olhar onde está pisando e a insegurança”, comenta.

Ônibus inseguros 
Não é apenas o deslocamento a pé que oferece riscos aos idosos. Quando se trata de veículos coletivos, a altura elevada do piso (quando o ônibus não tem o piso rebaixado) é uma barreira a ser transposta, além dos ruídos que dificultam a audição em uma conversa, a velocidade no trajeto (quando não controlada) ou a frenagem brusca geram insegurança e riscos de quedas.

“No transporte individual, o maior cuidado que o idoso deve ter é com sua própria segurança devido à perda gradativa de sentidos como audição, reflexos e visão”, ressalta Andrea. Ela ainda lembra que a falta de educação e prestatividade por parte de outros pedestres, motoristas ou passageiros também são desestimulantes para o deslocamento dos idosos. 

“As vias são locais de encontros e de percepções das paisagens que estimulam o convívio, a memória e a socialização do idoso, porém, quando ele não se sente seguro para realizar os trajetos, essas características são perdidas. É preciso maior conscientização e educação por parte da população e mais ação dos órgãos públicos, com um tratamento que inclua o idoso, apostando em melhores calçadas e iluminação”, conclui.

FontePerkons  |  Autor: Mariana Simino/ Assessoria de Imprensa Perkons  

Como elaborar o Plano de Mobilidade Urbana
Como elaborar o Plano de Mobilidade Urbana
créditos: Thiago Santos/ #ClickMobilidade

O Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana (Semob), está realizando um amplo processo de capacitação das administrações municipais para a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob). Em parceria com as prefeituras, são apresentadas metodologias de trabalho para que prefeitos, gestores, técnicos municipais e estaduais possam implementar em suas localidades a Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/2012).

Já foram realizadas oficinas nas cidades de Juiz de Fora, em Minas Gerais; Mafra e Forquilhinha, em Santa Catarina; Pirassununga, Jundiaí, Mogi das Cruzes e Campinas, em São Paulo; Corumbá, no Mato Grosso do Sul; e Palmas, no Tocantins. Mais de 300 pessoas, de aproximadamente 80 municípios, participaram das oficinas.

Numa primeira etapa, o programa de capacitação prevê um seminário de sensibilização, em que técnicos da área apresentam a Política Nacional de Mobilidade Urbana. Também são discutidos os meios mais eficientes de se pensar e projetar aspectos de mobilidade voltados para todo tipo de configuração municipal.

Além de fornecer conteúdo técnico, as oficinas ainda fomentam troca de experiências entre os municípios para a elaboração do PlanMob. E a equipe técnica apresenta o caderno de referência para esboçar o Plano. Outro ponto importante é estimular a participação social na elaboração e na implementação dos planos de mobilidade, além de sugerir metodologia para viabilizar essa interação do poder público local com a sociedade.

Lei de Mobilidade Urbana
A Política Nacional de Mobilidade Urbana, estabelecida pela Lei nº 12.587/2012, busca promover a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade da população e cargas no território dos municípios brasileiros. A norma determina que os municípios acima de 20 mil habitantes e os demais obrigados ao Plano Diretor devem elaborar seus Planos de Mobilidade Urbana para que recebam recursos federais a serem investidos no setor.

Os municípios que não elaborarem o Plano ficam impedidos de obter recursos orçamentários federais para contratação de novas operações. O Plano de Mobilidade Urbana é o instrumento de execução do planejamento da mobilidade urbana, traça as orientações de ações integradas de inclusão social, desenvolvimento urbano, de mobilidade e de proteção ao meio ambiente, e deve estar baseado em princípios, diretrizes e objetivos instituídos pela Lei nº 12.587, de 2012.
 FontePortal Brasil  |  Autor: Portal Brasil/ Mobilize 

Eco Design

Como ninguém pensou nisso antes? Confira esse conceito
Já imaginou quanta energia é gerada durante uma atividade física? Já imaginou se toda essa energia gerada de maneira limpa e gratuita fosse conduzida para suprir demandas que consomem energia elétrica em nossa casa, como por exemplo, lavar roupas? Essa possibilidade está ficando cada vez mais próxima.
Os estudantes da Universidade de Dailan, na China, desenvolveram um projeto conceitual que une dois equipamentos de uma forma muito inteligente e funcional. Uma máquina de lavar geralmente é utilizada uma ou mais vezes durante uma semana, enquanto praticar atividades físicas requer tempo e disposição muitas vezes quase impossível de encontrar. Então, por que não juntar as duas coisas?
Como o nome já diz, a bicicleta ergométrica Bike Washing Machine (Bicicleta Máquina de Lavar, em tradução livre), além de proporcionar uma forma de se manter em forma, seria capaz de lavar as roupas como uma máquina de lavar comum - e as duas tarefas seriam feitas ao mesmo tempo. A ideia do conceito é usar a energia gerada pelo corpo para girar o compartimento inferior, que acompanha o movimento circular do pedal. Após uns minutos de pedalada, o usuário poderia retirar sua roupa limpa e estendê-la para secar.
O projeto de design arrojado ainda se trata de um conceito e ainda precisa aprimorar aspectos técnicos, como a drenagem da água por exemplo. Além disso, pode ganhar upgrades para melhor competir e substituir equipamentos convencionais.

China terá maior usina de geração de energia via biomassa do mundo até 2020

Obra será inovadora em termos de arquitetura e será aberta à visitação do público

Uma usina de conversão de lixo em energia será a maior do mundo, com capacidade de incinerar cinco mil toneladas de resíduos em apenas um dia. A construção deve ser iniciada até o fim de 2016, na cidade de Shenzen, na China,, e deve ser inaugurada até 2020.
As empresas responsáveis pelo projeto são a Gottlieb Paludan e a Schmidt Hammer Lassen, ambas dinamarquesas, que venceram uma competição que selecionava o melhor modelo para a usina. As companhias pretendem fazer do projeto uma referência mundial na produção de energia a partir do lixo, tanto no uso de tecnologia inovadora, quanto para ser exemplo de produção energética mais sustentável, já que a China costuma sofrer com altas taxas de poluição advindas de queima de combustível fóssil em carros e em geração de energia. A usina será construída numa região montanhosa da cidade chinesa.
O teto da usina possuirá um formato circular de 66 mil m² e terá mais da metade (44 mil m²) de sua extensão coberta por painéis fotovoltaicos para gerar energia, o suficiente para manter a usina em funcionamento. Caso os painéis gerem mais energia do que a demanda interna, ela será destinada à cidade.
A estrutura circular irá abrigar todas as partes do processo de tratamento do lixo em um único prédio. A mudança com relação à estrutura retangular tradicional em que os setores ficam distantes uns dos outros visa reduzir impactos ambientais e os trabalhos de escavação da região, afirmaram os arquitetos da Gottlieb Paludan.
A usina também será aberta para visitas do público. Assim, os cidadãos poderão conhecer os processos de produção de energia e também ser alertados sobre a necessidade de redução da produção diária de lixo.

Negócio da China

A China é o país que possui maior contingente populacional e detém o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) mundial, perdendo apenas para os Estados Unidos e o para o Japão. Além disso, ela também tem características marcantes em relação ao seu potencial energético.
Em 2010, a China consumia cerca de 14% de toda energia do mundo e possuía uma das maiores reservas de carvão (uma das mais poluidoras fontes de energia) responsável por 70% da distribuição global. Segundo o Banco Mundial, a nação abrigada 20 das 30 cidades mais poluidoras de todas.
Para tentar mudar essa imagem, a China vem investindo muito em formas alternativas de energia. Em 2009, foi feita uma aplicação de 35 bilhões de dólares nesse setor (superando até mesmo os Estados Unidos).
Com esse investimento, o país passou a utilizar, nesse mesmo ano, 9% de toda sua energia como limpa e pretendem alcançar a faixa dos 15% até 2020 (ano de conclusão da usina de Shenzen).
fonte : eCycle / AU 

Tecnologia a favor

As placas fotovoltaicas flutuantes no reservatório da usina amazonense vão gerar, inicialmente, um megawatt (MW) de energia
Imagem: Euzivaldo Queiroz
O primeiro projeto-piloto no mundo, de exploração de energia solar em lagos de usinas hidrelétricas, com uso de flutuadores, foi lançado ontem em 4 de março, na Hidrelétrica de Balbina, no município de Presidente Figueiredo, no Amazonas.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a iniciativa já foi implementada em outros países, mas em reservatórios comuns de água. No caso do Brasil, a engenharia será utilizada nos lagos das hidrelétricas, permitindo aproveitar as subestações e as linhas de transmissão das usinas, além da lâmina d’água dos reservatórios, evitando desapropriação de terras.
As placas fotovoltaicas flutuantes no reservatório da usina amazonense vão gerar, inicialmente, um megawatt (MW) de energia. A previsão é que em outubro de 2017 a potência seja ampliada para 5 MW, o que é suficiente para abastecer, por exemplo, nove mil casas.
O ministro Eduardo Braga, do PMDB, explica que o projeto de geração híbrida utiliza a capacidade dos reservatórios e a infraestrutura de hidrelétricas brasileiras, principalmente, as que estão com baixa capacidade de geração de energia, como é o caso de Balbina. “Aqui em Balbina é um caso bastante típico porque nós temos uma subestação que poderia estar transmitindo algo como 250 MW. Hoje, usa apenas 50 MW. Portanto, há 200 MW de ociosidade, que vamos poder suplementar com energia solar, com custo muito reduzido, fazendo com que tenhamos eficiência energética, segurança energética, melhor gestão hídrica dentro dos nossos reservatórios e ao mesmo tempo baratear a energia para que a tarifa de energia elétrica seja mais barata em nosso país”, afirmou.
A pesquisa vai analisar o grau de eficiência da interação de uma usina solar, em conjunto com a operação de usinas hidrelétricas, e a influência no ecossistema dos reservatórios. Após os estudos, de acordo com Eduardo Braga, a expectativa é que a geração de energia solar seja de 300 MW, podendo abastecer 540 mil residências. “É preciso fazer vários estudos, e nós esperamos, terminados esses estudos, poder começar os leilões de energia, de reservas com flutuadores dentro dos nossos reservatórios, e aí teremos capacidade muito grande no Brasil, porque o país possui inúmeras hidrelétricas com espaço para coletar energia solar nos seus reservatórios”, explicou o ministro.
De acordo com o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, a tendência é que o país amplie a geração de energia solar, o que pode refletir futuramente na redução da conta de luz. Mas ressaltou que não dá para avaliar a queda percentual, pois ainda não se sabe quanto será o custo da energia solar. Mas adiantou que será uma “redução substancial”.
Segundo ele, a participação da energia solar na matriz elétrica brasileira é muito pequena, mas deve crescer nos próximos anos, podendo chegar a 5%, 10% ou até mais. “Cada vez mais esses painéis estão reduzindo. A energia solar vai ficar muito barata, e essa economia será repassada para as tarifas que beneficiam o consumidor brasileiro”, destacou.
Imagem: Bianca Paiva / Agência Brasil
Os flutuadores da primeira etapa foram produzidos em Camaçari, na Bahia, e os próximos vão ser fabricados no Amazonas. Segundo Orestes Gonçalves, sócio-diretor da empresa Sunlution, responsável pelo desenvolvimento do projeto, a iniciativa vai contribuir para a geração de empregos.
Ele disse que todos os empregos serão contratados no estado do Amazonas, de gente com formação pela Universidade Federal do Amazonas, Serviço Nacional da Indústria (Senai) e outras instituições de ensino. Os eletricistas que vão instalar as usinas, os engenheiros que vão participar, assegurou, “serão todos do estado do Amazonas, e todos com treinamento. Esse é o objetivo de envolver a universidade no projeto”.
Para Ciro Campos, do Instituto Socioambiental (ISA), a iniciativa do governo é positiva e oportuna, porque estimula a produção de energia solar no país e a criação de uma cadeia produtiva que ajuda a gerar emprego e renda em um momento de crise econômica. Mas ele chama a atenção para a escolha de usinas como a de Balbina, que causaram grande impacto ambiental e têm pouca produtividade.
No seu entender, “Balbina é a pior usina hidrelétrica já construída no Brasil, e talvez seja também o maior crime ambiental da nossa história. Portanto, não basta o ministério ‘solarizar’ Balbina ou outras hidrelétricas na Amazônia para tornar a existência dessas usinas menos nocivas para a atmosfera e para a sociedade também”.
Projeto semelhante, com a mesma capacidade de geração de energia solar de Balbina, será anunciado na Hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia, no próximo dia 11. A Eletronorte e a Chesf vão investir quase R$ 100 milhões nos dois empreendimentos, que devem entrar em operação em janeiro de 2019.
A construção será de responsabilidade da empresa brasileira Sunlution, em parceria com a fabricante de equipamentos WEG e participação das universidades federais de Pernambuco e do Amazonas, bem como da Fundação de Apoio ao Rio Solimões.

Cartilha ensina como fazer reformas e planejar casa de forma sustentável

Diversas técnicas simples podem ser importantes para que tarefas de reforma e planejamento fiquem mais verdes

O Conselho Internacional da Construção (CIB) aponta que o setor de construção é o que mais consome recursos naturais. Para minimizar os impactos ambientais surge então o conceito de construção sustentável, onde se busca técnicas que garantem maior eficiência e responsabilidade do início ao fim da obra.
“Construções e Reformas Particulares Sustentáveis” é uma publicação que faz parte da série Cadernos de Consumo Sustentável e foi lançado pelo Ministério do Meio Ambiente. O objetivo é orientar os consumidores sobre como fazer moradias e reformas sustentáveis.
Com apenas nove páginas, a cartilha mostra um mapa com cada cômodo da casa e aponta quais são as opções para a execução da obra dentro dos conceitos de sustentabilidade. A utilização de materiais de construção deve seguir o que for melhor para a saúde e o meio ambiente. No caso do uso de tintas, por exemplo, é preferível aquelas à base de água, pois evitam bactérias, fungos e algas em regiões úmidas. No uso de madeira, a dica é priorizar as certificadas, que garante que o produto não vem de área desmatada ilegalmente.
Além disso, a publicação frisa a utilização da iluminação e da ventilação naturais, o que diminui o consumo de energia elétrica. Para isso, na hora de construir, o morador precisa levar em conta o clima do lugar e a localização do terreno.
Nas áreas externas, a dica é utilizar reciclados da construção e pavimentação permeável. Segundo a cartilha, prefira o piso externo intertravado, feito de material prensado e que possui vida útil longa e baixo custo de manutenção.
Fonte: eCycle
 

Ponto de ônibus inteligente

Viibus é como se chama este projeto, um dos ganhadores do Desafio Cisco de Inovação Urbana. O primeiro protótipo será instalado no Porto M...