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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Arquiteto projeta fazendas urbanas para as cidades do futuro
Para combater degradação das grandes cidades, arquiteto belga Vincent Callebaut propõe alternativa de condomínios autossuficientes em energia com espaço para o agronegócio
 
 
Divulgação




A degradação da qualidade de vida nas grandes cidades preocupa especialistas do mundo inteiro, e encontrar soluções para as cidades do futuro é o grande desafio dos arquitetos e urbanistas.
Uma das alternativas que vem ganhando espaço são as fazendas urbanas, edifícios que misturam os espaços dos condomínios convencionais com amplas áreas verdes e até para a produção agrícola.
O arquiteto belga Vincent Callebaut, de 36 anos, defende esta opção para garantir um futuro mais saudável nas áreas urbanas, tendo em vista que cerca de seis bilhões de pessoas que viverão em cidades até o ano 2050.
Com a crescente escassez de fontes de alimentos, água e energia, ele defende que os condomínios habitacionais das cidades do futuro terão de ser autossuficientes, funcionando  como organismos vivos, resgatando espaços para a natureza e agricultura.
Os edifícios, segundo ele, precisam garantir a produção da sua própria energia, se possível tornando-se autossuficiente.
Libélula gigante. Um dos projetos do arquiteto é o do ‘Dragonfly‘, um edifício com duas torres que formam uma grande fazenda vertical em Roosevelt Island, em Nova York. O nome da construção vem da sua forma, que lembra uma asa grande de vidro igual ao de uma libélula gigante.
O projeto tem estrutura para a produção de gado, laticínios, granjas, pomares e até campos de arroz, juntamente com escritórios e apartamentos, jardins e amplos espaços de lazer.
O projeto prevê geração de energia solar e eólica, e o ar quente é retido no interior das ‘asas‘ para garantir aquecimento no inverno. No verão, a ventilação natural é reforçada com a umidade das plantas. A água da chuva é retida e misturada com fertilizantes orgânicos para alimentar a vegetação.
Ficção. Inicialmente, muitos criticaram o arquiteto e ironizaram sua criação como obra de ficção científica. Mas suas ideias estão ganhando força e o projeto da fazenda urbana foi exposto em uma feira internacional na China.
Callebaut também projetou uma cidade flutuante para abrigar refugiados vítimas de mudanças climáticas. Até agora, o arquiteto das cidades do futuro ainda não encontrou compradores para esses grandes projetos.
Mas ele já inspira projetos menores baseados no mesmo conceito, como o do edifício Fazenda Urbana Pasona, em Tóquio, um prédio de escritórios de nove andares que reserva espaço para os funcionários cultivarem seus próprios alimentos em espaços verdes em todos os andares.



Fonte: O Estado de S. Paulo - 29/01/2014

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Metrópole inteligente na Ásia custará menos que Copa do Mundo de 2014

 





Mas será que o caminho é realmente investir em cidades? Parece que sim, desde que sejam cidades concebidas em novos formatos. [Imagem: Divulgação]
Iskandar Malásia - este é nome da primeira "metrópole inteligente" do sudeste asiático.

A cidade está sendo construída com fundações firmes em princípios de integração social, baixas emissões de carbono, economia verde, tecnologias verdes, sustentabilidade e todos os demais conceitos relacionados com uma nova economia mundial.

Mas será que o caminho é realmente investir em cidades? Parece que sim, desde que sejam cidades concebidas em novos formatos.

As Nações Unidas estimam que a população humana passará dos atuais 7 bilhões para 9 bilhões até 2050 - e mais de 6 bilhões vão viver em ambientes urbanos, um número que é quase o dobro de hoje.

Esse aumento exigirá a construção de uma cidade de 1 milhão de habitantes a cada semana até 2050, segundo cálculos dos especialistas.

Além disso, o estresse ambiental causado por esse intenso crescimento urbano será imenso - mais de 70% das emissões de CO2 hoje se relacionam com as necessidades das cidades.

É por isso que especialistas internacionais afirmam que Iskandar e outros empreendimentos do tipo são modelos para o desenvolvimento urbano sobretudo nos países emergentes, com populações que crescem a taxas mais altas.



De 2006, quando o projeto foi iniciado, até junho de 2012, Iskandar atraiu US$ 31,2 bilhões em investimentos estrangeiros. [Imagem: Divulgação]
Opções para o futuro

E dinheiro para isso também parece não faltar.

Iskandar já se mostrou um poderoso ímã para o investimento privado, incluindo enormes estúdios da Pinewood Films, o primeiro parque temático Legoland da Ásia, e campi remotos de diversas universidades ocidentais, incluindo Universidade Newcastle do Reino Unido, Universidade de Southampton e Marlborough College, todas localizadas na "edu-city" de 140 hectares.

De 2006, quando o projeto foi iniciado, até junho de 2012, Iskandar atraiu US$ 31,2 bilhões em investimentos, 38% dos quais vindos de fontes estrangeiras.

Isso é menos do que custará a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

A diferença é que, em vez de consumo de recursos públicos e estádios sem utilização, a cidade de Iskandar deverá ter um PIB de US$ 93,3 bilhões em 2025, um aumento de 465% em relação a 2005, antes do início do projeto - um PIB per capita de US$ 31.100 dólares.

Além da "metrópole inteligente" de Iskandar, a Malásia está criando "aldeias inteligentes" e "eco-cidades", constituídas de casas a preços acessíveis, instalações educacionais, de formação e de lazer de alta tecnologia e um sistema agrícola criativo, em circuito fechado, proporcionando alimentos e renda suplementar aos moradores das pequenas cidades.
Por Inovação Tecnológica
Fonte : Instituto de Engenharia

Ponto de ônibus inteligente

Viibus é como se chama este projeto, um dos ganhadores do Desafio Cisco de Inovação Urbana. O primeiro protótipo será instalado no Porto M...