quarta-feira, 21 de março de 2012

A partir de abril/2012 vigora o selo de eficiência energética em veículos de passeio

Finalmente a partir de abril/2012 veículos de passeio de algumas montadoras estabelecidas no Brasil estarão ostentando em seus para-brisas o selo de “eficiência energética” . É mais ou menos o que já ocorre em aparelhos eletrodomésticos, de televisões a refrigeradores. O aspecto de este fato novo no segmento automotivo chegar alguns anos após o setor de eletrodomésticos na mesma iniciativa, fala muito sobre como os fabricantes de carros e auto-peças ainda estão atrasados na transparência sobre a forma como se dá sua base manufatureira e de tecnologia.

Em boa parte do mundo governos regulamentam e induzem os fabricantes de carros e peças automotivas a inovarem suas áreas de pesquisa e desenvolvimento na busca de soluções com menos impacto no meio ambiente. São tintas menos tóxicas, pneus mais fáceis de serem reciclados e com vida mais longa, motores menos poluentes, etc, etc. No Brasil entretanto a força do setor automotivo nem sempre tem sido usada a favor do interesse do consumidor.

O maior exemplo é o selo da eficiência energética.
Discutido e visto como necessidade diferencial hà muito tempo, vem sofrendo resistências para sua implantação. É direito do consumidor saber não só o custo da compra de seu automóvel, mas também saber qual é o custo real de sua manutenção futura.

Por isso saber qual a maior eficiência energética entre os modelos existentes é uma informação vital que vem sendo sonegada.

Para este ano são oito as montadoras participantes (Fiat, Ford, Honda, Kia, Peugeot, Renault, Toyota e Volkswagen), totalizando 157 versões de 105 modelos, que correspondem a 55% do volume de vendas do mercado brasileiro.


Ainda se trata de uma opção voluntária com prazo de ser obrigatória, o que faz com que não todos os modelos estejam presentes, nem todas as marcas comercializadas no Brasil.
Mas diga-se de passagem que em seus países de origem isso é obrigatório.

A classificação na etiqueta vai de “A” (mais eficiente) até “E” (menos eficiente). E o consumidor que optar por um modelo de carro mais eficiente poderá economizar até R$ 5.315,50 em cinco anos, dependendo da categoria do veículo.

No caso dos modelos compactos, o motorista que escolheu um carro com a classificação “A” poupará R$ 611,87 em um ano comparado ao proprietário de um veículo com nota “E”. Em cinco anos, a economia é de cerca de R$ 3 mil, considerando 40km rodados por dia na cidade.

Pelos cálculos do Inmetro, o veículo mais eficiente faz 11,7 km por litro de gasolina, enquanto o menos eficiente apresenta um desempenho de 9,4 Km/litro.

Para comparar veículos que usam combustíveis diferentes, os valores de consumo com álcool e gasolina aparecerão convertidos em joule – unidade que mede a energia produzida. A Etiqueta Veicular traz ainda os valores de referência da quilometragem por litro na cidade e na estrada. Para 2013, o Inmetro também avaliará as emissões de CO2 de cada participante do programa.

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